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Quinta-feira, 04 de Junho de 2026

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Como montar uma redação? A gramática e a estrutura

Aula pré-ENEM sobre sinônimos e conectivos; uso dos “porquês”; “queísmo”; O que fazer na introdução, desenvolvimento e conclusão da redação; organizar informações

Como montar uma redação? A gramática e a estrutura
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+ Sinônimos e conectivos


Para construir um texto, seja ele uma redação ou não, é de suma importância dominar os sinônimos. Quando uma escrita demonstra repertório de palavras e sem que as mesmas sejam repetidas, ela já possui grandes chances de ser uma produção de sucesso.

De maneira que os sinônimos andam de mãos dadas com os conectivos. É sempre válido iniciar um parágrafo com um deles, a depender do contexto. Existe uma extensa diversidade de conectivos, com os quais o autor pode apresentar finalidade, modo, tempo, adversidade, etc.

- Abaixo, exemplos de conectivos com sinônimos para os mesmos:


— Adição: Além disso; ademais; por outro lado; outrossim e bem como.

— Oposição: Exceto; mas; contudo; todavia; embora, no entanto; entretanto e porém.

— Certeza: Certamente; indubitavelmente; com certeza; sem dúvida e inegavelmente.

— Finalidade: Com o fim de; a fim de; com o intuito de; a fim de que e para.

— Conclusão: Assim; logo; portanto; em suma e desse modo.

— Causa: Por isso; em virtude de; porque; pois; visto que e portanto.

— Prioridade: Em princípio; a priori; sobretudo; antes de tudo e primeiramente.

— Tempo: Às vezes; eventualmente; em seguida; enquanto e frequentemente.

— Comparação: Da mesma forma; por analogia; de acordo com; segundo; assim como e conforme.

— Hipótese: Se; caso e eventualmente.

— Dúvida: Talvez; possivelmente; provavelmente e é provável.

— Surpresa: Subitamente; inesperadamente; de súbito; de repente e surpreendentemente.

— Esclarecimento: Por exemplo; isto é; ou seja e aliás.

— Lugar: Próximo a ou de; aqui; mais adiante; perto de e acolá.

— Ideias alternativas: Ou... ou; quer... quer e ora... ora.


É válido ressaltar que o primeiro ponto a ser considerado é sempre o contexto e por isso existem aqueles conectivos que trazem consigo ideias diferentes; esse é o caso de “eventualmente” e “portanto”.


Exemplos:

- “É importante que o piloto reserva Felipe Drugovich aproveite a oportunidade e dê o seu melhor para que eventualmente possa competir outra vez na Fórmula 1”.

- “Eventualmente o atacante Deyverson será convocado para a seleção brasileira por conta de seu bom desempenho no seu clube”.

- “Em um eventual sucesso do esquema do técnico Marco Baroni, a Lazio jogará a Liga dos Campeões da próxima temporada.”


Acima, duas sentenças que utilizam do “eventualmente” no sentido de “com o tempo”; a terceira frase apresenta o conectivo substituindo “no caso.”


Exemplos²:

- “Todos os professores faltaram, portanto, não haverá aula.”

- “Foi bem trabalhada a preparação para o vestibular, portanto espera-se que os alunos sejam aprovados.”


A primeira sentença exibe o “portanto” com finalidade de causa; já a última frase traz consigo a ideia de conclusão.


+ O “queísmo”

O queísmo é um vício linguístico não só exclusivo da língua portuguesa como também presente no espanhol, o qual consiste no hábito de utilizar o “que” para qualquer ligação.
Diferentemente dos conectivos os quais trabalham como sinônimos um do outro, na hora de substituir o “que” por um termo dado como mais adequado, deve-se, sobretudo, analisar o contexto da sentença.
Abaixo, uma exemplificação com e sem queísmo para cada ocasião.


- queísmo: “A garota que você gosta veio para o baile”.
- De quem/da qual: “A garota de quem/da qual você gosta veio para o baile”.

- queísmo: “Estamos numa situação financeira que não podemos gastar nada”.
- em que/na qual: “Estamos numa situação financeira em que/na qual não podemos gastar nada”.

- queísmo: “Preciso de uma chance que eu possa provar meu valor”.
- com a qual/por meio da qual: “Preciso de uma chance com a qual/por meio da qual eu possa provar meu valor”.

- queísmo: “Dizia sobre um jogador que o desempenho é assustador”.
- cujo: “Dizia sobre um jogador cujo desempenho é assustador”.

- queísmo: “Estou buscando uma razão que eu consiga discordar de você”.
- pela qual: “Estou buscando uma razão pela qual eu consiga discordar de você”.

- queísmo: “Será à noite o filme que vamos assistir”.
- ao qual: “Será à noite o filme ao qual vamos assistir”.

- queísmo: “Esse é o método que iremos trabalhar”.
- a partir do qual: “Esse é o método a partir do qual iremos trabalhar”.


Reiterando, existem situações nas quais cada termo se encaixa e não se faz difícil notá-las com base na prática contra esse vício linguístico.


+ Os “porquês”

Na língua portuguesa, existem quatro porquês e cada um possui seu devido momento de ser utilizado.

- Por que: O “por que” aparece sempre no começo da frase quando nela será formulada uma pergunta.

Ex.: “Por que você não foi à escola ontem?”


- Porquê: Diferentemente do anterior, o “porquê” é destinado apenas ao final da sentença.

Ex².: “Eu estava doente, mas porquê?”


- Porque: O “porque” é posto como resposta e nunca vai acompanhado de uma interrogação.

Ex³.: “Porque ontem eu tive um compromisso”.

- Porquê: Sendo o mais raro, o “porquê” se encaixa na circunstância de dúvida sobre algo.

Ex⁴.: “Gostaria de saber do porquê disso”.


Tudo o que foi citado anteriormente sem dúvidas é um conteúdo de utilidade para quem pretende construir uma redação. A gramática e a estruturação representam, juntos, as competências I e IV, responsáveis por 40% da pontuação da prova.

 

+ O tema (competência II)

A fuga do tema é um grande risco pelo qual o escritor passa na hora de construir uma redação. Para que isso ocorra, existem várias hipóteses, uma delas é a falta de objetividade. De maneira que deve ser evitado o ato de “encher linguiça” e preencher o texto com informações desnecessárias.
Além disso, é viável montar, em primeiro momento, toda a estrutura do texto para que isso seja evitado.

* Introdução: Sempre na terceira pessoa do singular — produzindo a partir de um linguajar formal —, o primeiro parágrafo deve ser utilizado como o espaço no qual o autor irá abordar o contexto do tema, a importância e também a linha de raciocínio. É nesse ponto em que o escritor evidenciará se é contra ou a favor do tema.

* Desenvolvimento: Por meio de dois referenciais teóricos com os quais irá reforçar e sustentar o raciocínio, o produtor deve evitar a ambiguidade e não pode se contradizer do que defende.
Ademais, no referencial teórico não se deve “colocar palavras na boca do autor, filósofo ou pesquisador” e o mesmo não necessita de ser exatamente igual ao que está sendo dito no texto, mas que apresente uma ideia de reforço à opinião do autor da redação.

* Conclusão: Levando uma proposta de intervenção coerente, o escritor deve apresentá-la incluindo modo, meio, agente e resultados, bem como a possível solução da redação, retomando ao tema e sem deixá-lo se perder.


+ Organização das informações e opiniões

Deve-se apresentar informações, sendo elas fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, defendendo um ponto de vista de forma consistente e organizada. Sendo o carro-chefe da competência III, os indícios de autoria irão definir a nota nesse quesito.


+ Direitos humanos (competência V)

É na proposta de intervenção que o produtor deve se atentar aos direitos humanos, isto é, respeitar as minorias e expressar as opiniões sem feri-las, além de respeitar a igualdade. Antes de entregar a prova, sugere-se que a mesma seja revisada e aqui deve-se analisar se a proposta incita ódio, quaisquer tipos de crimes ou preconceitos.


+ Resumo

Em resumo, eis um esqueleto uma redação em quatro tópicos:


1 • Parágrafo de introdução: objetivo do texto e opinião do escritor;

2 e 3 • Parágrafos de desenvolvimento: O porquê do autor acreditar naquela opinião, levando duas ideias, uma em cada parágrafo;

4 • Parágrafo de conclusão: Possível solução com a retomada do objetivo dos textos e das opiniões nos parágrafos.


Para concluir, a base estrutural de uma redação e o seu passo-a-passo.


* 1 Introdução:

Alusão histórica/literária/sociológica. Hodiernamente/Nessa perspectiva, ...... Assim, mostra-se relevante pensar no/a/ (tema) uma vez que (argumento 1) e (argumento 2) configuram as maiores problemáticas desse pernicioso cenário.


* 2 e 3 Desenvolvimento:

De início, é notório destacar (argumento 1). Isso porque (explicação). Prova disso recai (dado).
Ademais, cabe ressaltar (argumento 2). Esse contexto envolve (explicação). Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que esse processo resultou hoje ....


* 4 Conclusão:

Com o objetivo de alterar/minimizar (tema), é dever do/da (órgão) {quem fará?} (verbo) {o que fará?} por meio de (solução) {como fará?}. Outrossim, cabe a/ao (órgão) (verbo) a partir do/da (solução). Somente assim, (finalização com frase inspiradora).

 

 

+ Referências

Produzido por Jorge Gabriel dos Santos Santana (LI: Linguagens - UFSB)


Conectivos em: https://www.todamateria.com.br/conectivos/#:~:text=CONECTIVOS%3A%20Por%20consequ%C3%AAncia%2C%20por%20conseguinte,tal%20forma%20que%2C%20haja%20vista.

O cuidado com a fuga do tema em: https://www.corrijame.com.br/redacao-dissertativa/como-nao-fugir-do-tema-da-redacao

Acerca dos direitos humanos em: https://m.vestibular.brasilescola.uol.com.br/enem/como-nao-ferir-os-direitos-humanos-na-redacao-enem.htm

Esqueleto recolhido em: https://blogdoenem.com.br/redacao-enem-como-fazer-dissertacao-2/

Base estrutural de passo-a-passo recolhida em:
https://br.pinterest.com/pin/537687643016630236/

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