O Vaticano anunciou nesta segunda-feira (28) que o conclave — processo no qual os cardeais da Igreja Católica se reúnem para eleger o novo papa — começará oficialmente no dia 7 de maio.
A eleição ocorrerá na Capela Sistina, em um encontro reservado que reunirá aproximadamente 135 cardeais vindos de diversos países. O tempo necessário para a escolha do novo pontífice ainda é incerto, embora os dois conclaves mais recentes — em 2005 e 2013 — tenham sido concluídos em apenas dois dias.
Tradicionalmente, o conclave tem início entre 15 e 20 dias após o falecimento do papa anterior. Francisco, o primeiro papa latino-americano da história, faleceu em 21 de abril, aos 88 anos. Seu funeral foi realizado no último sábado (26).
De acordo com o porta-voz da Santa Sé, Matteo Bruni, os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro na manhã do dia 7. Em seguida, os eleitores elegíveis seguirão para a Capela Sistina, onde permanecerão isolados até a escolha de um novo líder para a Igreja Católica.
A primeira sessão de votação acontece ainda na tarde do primeiro dia. A partir do segundo dia, os cardeais votam quatro vezes ao dia — duas pela manhã e duas à tarde — até que um dos candidatos atinja o apoio de dois terços dos eleitores, condição necessária para ser proclamado papa.
Durante a votação, os cardeais escrevem à mão o nome do escolhido em uma cédula, iniciada com a frase em latim "Eligio in Summum Pontificem", que significa "Eu elejo como Sumo Pontífice". Para garantir o sigilo do processo, é recomendado que não usem sua caligrafia habitual.
Caso não haja um resultado até o final do segundo dia, o terceiro é reservado à oração e meditação, sem votações. Depois disso, o processo continua normalmente.
O mundo acompanha o andamento do conclave por meio da fumaça expelida pela chaminé da Capela Sistina: preta quando não há definição, branca quando um novo papa é escolhido.
No sábado, uma multidão formada por fiéis, autoridades e membros da realeza prestou homenagens a Francisco na Praça de São Pedro. Durante a cerimônia, o cardeal Giovanni Battista Re destacou o impacto do pontificado do papa, especialmente por sua dedicação aos mais pobres e à promoção da paz.
Após a missa, o caixão de Francisco foi levado até seu local de descanso final: a Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. O cortejo atraiu cerca de 140 mil pessoas, segundo as autoridades. O papamóvel branco adaptado cruzou o rio Tibre e passou por monumentos históricos como o Coliseu, o Fórum Romano e o Altare della Patria, na Praça Veneza.
Já no domingo (27), as primeiras imagens do túmulo de Francisco foram divulgadas. Em cima da lápide, que leva o nome adotado por ele no papado, repousa uma única rosa branca. Um crucifixo iluminado por um foco de luz completa a singela homenagem.

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