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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026

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Justiça determina que MST desocupe segunda, das três fazendas da Suzano, invadidas na Bahia

Primeira fazenda invadida em Mucuri também já teve ordem de reintegração de posse

Justiça determina que MST desocupe segunda, das três fazendas da Suzano, invadidas na Bahia
Coletivo de Comunicação do MST-BA
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A Justiça da Bahia determinou ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), nesta sexta-feira (3), que desocupe a segunda, das três fazendas invadidas da empresa Suzano, desde a segunda-feira (27), por integrantes do movimento. A ordem judicial vale para a Fazenda Renascer, em Teixeira de Freitas, no sul do estado, em que a juíza Lívia de Oliveira Figueiredo determinou ainda, o uso de força policial, se necessário, para a retirada dos invasores, caso não ocorra a desocupação voluntária. Ela fixou multa diária de R$ 10 mil para cada sem-terra que desobedecer à ordem judicial.

A primeira fazenda invadida em Mucuri, na mesma região, também já teve ordem de reintegração de posse, conforme o Estadão. A justiça reconheceu a ilegalidade das invasões.

Já ação referente à fazenda localizada no município de Caravelas segue em análise. Havia expectativa de que a liminar fosse concedida ainda nesta sexta. Nos dois casos já julgados, a desocupação ainda não aconteceu, pois a justiça deu prazo de 72 horas para a desmontagem dos barracos e a saída das famílias. Porém, o MST informou que as decisões judiciais serão cumpridas.

Na quinta-feira, 3, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse que iria intermediar uma negociação entre o MST e a Suzano. Para isso, teria pedido ao MST que desocupasse as áreas. Segundo Teixeira, as ações do movimento decorrem de um acordo para assentamento de famílias na região firmado em 2011 com a Suzano e o Incra e que não teria sido cumprido.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária informou que realiza pesquisas em seus arquivos para levantar os termos desse acordo. A reunião está prevista para a próxima quarta-feira, 8, e ainda depende da desocupação das áreas da Suzano pelo MST, inclusive a de Caravelas, que ainda não teve a ação de reintegração de posse deferida pela justiça.

A Suzano reforçou que cumpre integralmente as legislações ambientais e trabalhistas em suas áreas, gerando valor e renda através de atividades sustentáveis. A empresa disse também que não descumpriu o acordo firmado com o Incra e o MST, já que o cumprimento depende de processos públicos que ainda não foram implementados pelo Incra.

FONTE/CRÉDITOS: g1 BA
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