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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

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Léo Batista, a 'voz marcante' do jornalismo brasileiro, morre no Rio aos 92 anos

O jornalista, apresentador e locutor Léo Batista foi um dos maiores nomes da história do jornalismo esportivo brasileiro.

Léo Batista, a 'voz marcante' do jornalismo brasileiro, morre no Rio aos 92 anos
GE, G1
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Morreu neste domingo (19), aos 92 anos, o jornalista, apresentador e locutor Léo Batista, um dos maiores nomes da história do jornalismo esportivo brasileiro. O velório será na segunda-feira (20), às 14h, na sede do Botafogo, em General Severiano, na Zona Sul do Rio. A cerimônia será aberta ao público.

Dono de uma "voz marcante", como ficou conhecido, Léo estava internado desde 6 de janeiro no Hospital Rios D'Or, na Freguesia, Zona Oeste do Rio. Ele foi diagnosticado com um tumor no pâncreas. Em mais de 70 anos de carreira, Léo Batista deu voz a notícias como a morte de Getúlio Vargas e participou de quase todos os telejornais da TV Globo, onde trabalhou por 55 anos – até pouco antes de ser internado.

Início como locutor de alto-falante

Léo Batista, nascido João Baptista Belinaso Neto em 22 de julho de 1932, em Cordeirópolis, interior de São Paulo, começou a carreira nos anos 1940. Incentivado por um primo, participou e foi aprovado em um concurso para locutor do serviço de alto-falante de Cordeirópolis. "Serviços de alto-falantes América, transmitindo da Praça João Pessoa!", dizia.

Filho de imigrantes italianos, Léo Batista deixou o colégio interno aos 14 anos para ajudar a família. Mudou-se para Campinas para completar os estudos e trabalhou como garçom e faz-tudo na pensão do pai antes de se dedicar ao rádio. Começou na Rádio Birigui e passou por várias rádios do interior paulista, onde narrava jogos de futebol e elaborava noticiários.

Em 1952, mudou-se para o Rio de Janeiro e foi contratado pela Rádio Globo, onde trabalhou como locutor e redator de notícias. Seu primeiro trabalho na rádio, ainda como Belinaso Neto, foi no programa "O Globo no Ar". Dois anos depois, passou a integrar a equipe esportiva da rádio.

Morte de Getúlio Vargas

Um dos muitos momentos históricos narrados por Léo Batista foi em 24 de agosto de 1954. Ele estava de plantão na Rádio Globo e noticiou, em primeira mão, o suicídio de Getúlio Vargas – a notícia mais importante que ele deu em sua carreira.

Ao Memória Globo, Léo lembrou daquele momento: "'Atenção, atenção! Informa o 'Globo no Ar,' em edição extraordinária: acaba de se suicidar no Palácio do Catete o presidente Getúlio Vargas!'”.

Desde 1970 na TV Globo

Em 1955, Léo Batista trocou o rádio pela televisão, sendo contratado pela TV Rio. Lá, organizou e participou do Jornal Pirelli e de outros programas. Em 1968, deixou a TV Rio e passou pela TV Excelsior antes de começar na Globo, em 1970.

O início da emissora onde trabalhou por mais de 50 anos foi durante a Copa do Mundo em que o Brasil conquistou o tricampeonato mundial. Seu desempenho no Jornal Nacional garantiu sua contratação definitiva pela Globo, onde apresentou as edições de sábado do jornal por muitos anos. Também apresentou o Esporte Espetacular, criado em 1973, e o Globo Esporte, lançado em 1978.

A narração de Léo Batista tornou-se característica dos "Gols do Fantástico", quadro que ele apresentou até 2007.

Reconhecimento e legado

Léo Batista foi homenageado com o quadro "Histórias do Léo" no Globo Esporte em 2011, onde compartilhou lembranças de sua carreira. Em 2017, Léo Batista lançou o "Canal do Seu Léo" no Globo Esporte, onde revelou bastidores e curiosidades da cobertura esportiva.

Até pouco tempo antes de ser internado, ele seguia ativo, apresentando gols no Globo Esporte e participando de programas especiais, como o mais antigo apresentador da Globo em atividade.

FONTE/CRÉDITOS: GE, G1
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