O presidente do Portela Esporte Clube, Gerson Portela, conversou por mensagens de aplicativo com o repórter Vandilson Reis, do site Eldorado Bahia, e explicou os motivos que levaram ao afastamento do clube da Série B do Campeonato Baiano 2025. Ele negou que o time tenha “abandonado” a competição e afirmou que o Portela apenas solicitou o adiamento da última partida, por falta de condições financeiras para comparecer ao jogo.
“A questão não foi abandono. Nós pedimos o adiamento do jogo contra o Leônico, que seria ontem em Jacobina. Não tínhamos condições financeiras. O time está bastante debilitado financeiramente e esse foi o motivo”, relatou o presidente.
Gerson explicou que o clube teve que arcar com os custos de três partidas fora de Teixeira de Freitas, mesmo em jogos em que o mando de campo era do próprio Portela. Ele detalhou os gastos:
•1º jogo em Conquista: cerca de R$ 32 mil
•2º jogo (mando do Portela) transferido para Ilhéus: R$ 22 mil
•3º jogo novamente em Conquista: cerca de R$ 22 mil (com redução nos custos de transporte)
“Não ficou dívida nesses jogos, a gente conseguiu pagar tudo, mas esse último jogo não dava mais. Pedi à Federação para adiar ou transferir, mas não aceitaram. Foram bem ríspidos com a gente”, relatou.
Outro fator decisivo foi a interdição do estádio de Teixeira de Freitas. Segundo Gerson, ele conseguiu parte dos laudos exigidos, mas ainda havia pendências estruturais que impediram a liberação. “Por pouca coisa no laudo, a gente ficou sem jogar em casa. Isso estourou o orçamento. Em casa a gente teria o apoio da torcida e evitaria despesas com hospedagem e transporte”, explicou.
O presidente também relembrou o episódio da pandemia, em 2020, quando 98% dos jogadores foram contaminados pela Covid-19. “Mesmo assim fomos punidos, não conseguimos adiar o jogo. Isso pesou, porque agora a Federação alega reincidência”, disse.
Segundo o regulamento da Federação Bahiana de Futebol (FBF), com essa nova retirada da competição, o clube será suspenso por mais dois anos de todas as competições organizadas pela entidade — incluindo categorias de base — e corre o risco de perder seus direitos federativos.
“Retornar em 2025 era nossa última chance. Já tínhamos cumprido punições anteriores. Fiz um compromisso com a competição, paguei tudo que havia de multas e taxas. Mas o dinheiro que contávamos não entrou a tempo. Infelizmente, não conseguimos cumprir”, concluiu Gerson, que avalia com sua equipe jurídica formas de recorrer da decisão.
FONTE/CRÉDITOS: Vandilson Reis / Eldorado Bahia

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