Durante o programa Radar Eldorado, na manhã desta sexta-feira (17), apresentado por Samuca Macedo na Rádio Eldorado FM, um motorista que atua no transporte escolar da rede municipal de Itabatã — distrito de Mucuri, extremo sul da Bahia — fez uma grave denúncia: veículos agregados à prefeitura estão há quatro meses sem receber pelos serviços prestados.
“Alguns motoristas já não voltaram do feriado prolongado. O transporte escolar vai parar, alguns já pararam. O dono do carro em que trabalho ainda não falou nada, mas com certeza vai tirar o carro também. Ninguém aguenta manter um veículo rodando sem receber”, alertou o motorista.
Crianças podem ficar sem ir à escola
O motorista afirmou que a situação deve afetar diretamente os alunos da rede municipal, que correm o risco de ficar sem transporte para as escolas. Ele também revelou que a falta de pagamento pode levar muitos trabalhadores ao desemprego.
“Se o dono tirar o carro, eu fico desempregado. Isso atinge os alunos, os pais de família que dirigem, todo mundo. É um efeito dominó.”
Apelo aos pais e revolta contra a gestão
Em tom de desabafo, o motorista fez um apelo direto aos pais de alunos, pedindo que se mobilizem e cobrem a prefeitura. Ele também direcionou duras críticas ao prefeito Robertinho, cobrando vergonha e responsabilidade da gestão municipal.
“Peço aos pais que reivindiquem esse direito. É um absurdo ter que vir na rádio pedir ajuda porque o prefeito não paga o transporte das crianças. Essa belezura do Sr. Robertinho precisa ter vergonha na cara.”
“Essa politicagem nossa aqui de Itabatã e Mucuri tem que ser extinta, e quem faz isso é o povo. Vocês que têm o voto, têm o direito de cobrar.”
Quatro meses sem pagamento
Segundo o relato, os motoristas que atuam com veículos agregados — contratados por meio de terceiros — estão há quatro meses sem receber nenhum valor referente à locação dos carros. Diante da crise, diversos condutores já abandonaram o serviço, e outros se preparam para fazer o mesmo.
População deve reagir, afirma denunciante
O motorista finalizou o depoimento chamando a população à responsabilidade: “Se ninguém cobrar, vai continuar tudo igual. Do jeito que tá, não dá mais. Isso vem se arrastando há anos.”

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