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Quarta-feira, 13 de Maio de 2026

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Congelamento do salário mínimo por seis anos? Proposta de Armínio Fraga gera polêmica no Brasil

Durante a Brazil Conference, ex-presidente do Banco Central defendeu o controle de gastos públicos com medida que pode impactar milhões de trabalhadores

Congelamento do salário mínimo por seis anos? Proposta de Armínio Fraga gera polêmica no Brasil
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O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, causou repercussão nacional ao propor que o Brasil congele o salário mínimo em termos reais por um período de seis anos. A declaração foi feita na Brazil Conference 2024, evento promovido por estudantes brasileiros de Harvard e do MIT, nos Estados Unidos.

 

A proposta, segundo Fraga, tem como objetivo ajudar no controle dos gastos públicos, que ele considera “descontrolados”. Ele apontou que 80% das despesas do governo estão ligadas à folha de pagamento e à Previdência Social, e que seria necessário conter o crescimento desses custos para evitar uma crise fiscal mais grave.

 

Mas o que significa “congelar o salário mínimo em termos reais”? Na prática, a medida manteria os reajustes do salário mínimo apenas de acordo com a inflação — sem ganhos reais, mesmo que o país cresça economicamente. Atualmente, o salário mínimo tem sido reajustado com base na inflação mais o crescimento do PIB de dois anos antes, garantindo aumentos acima do mínimo legal.

 

A proposta provocou reações imediatas. Especialistas, sindicatos e representantes da sociedade civil apontam que a medida afetaria diretamente os trabalhadores de menor renda e aumentaria a desigualdade social. O salário mínimo serve também como base para o pagamento de aposentadorias, pensões e outros benefícios sociais, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

 

Para os críticos, o congelamento proposto penalizaria justamente quem mais precisa do apoio do Estado. Já para Fraga, a medida seria uma forma de dar fôlego às contas públicas, sem comprometer a capacidade de investimento do governo em áreas estratégicas.

FONTE/CRÉDITOS: G-1 / Economia / Redação Eldorado Bahia
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