A Polícia Militar da Bahia instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta de policiais da Rondesp Médio Rio de Contas após a divulgação de um vídeo que mostra uma abordagem marcada por agressões e disparos contra uma câmera de segurança, no município de Ipiaú, no sul da Bahia.
O caso aconteceu na tarde de sábado (18), na Rua Luiz Penha, no Bairro Novo. As imagens de monitoramento registram o momento em que viaturas chegam ao local e policiais abordam um homem que carregava sacolas plásticas.
Durante a ação, um dos agentes aparece desferindo um tapa no rosto do homem. Nas imagens divulgadas, a vítima não demonstra estar armada nem apresenta reação à abordagem.
Logo depois, ao perceber que a ação estava sendo filmada por uma câmera de segurança instalada nas proximidades, um dos policiais aponta a arma em direção ao equipamento e efetua disparos. A gravação é interrompida imediatamente após os tiros.
A vítima foi identificada como Makson dos Santos Trindade, mestre de obras que trabalha no Espírito Santo e passava férias em Ipiaú. Em entrevista à TV Bahia, ele afirmou que sofreu agressões desde o início da abordagem e que os policiais não solicitaram seus documentos.
Segundo Makson, ao informar que toda a ação estava sendo registrada por câmeras de segurança, os agentes passaram a procurar o equipamento e atiraram para interromper a gravação. Ele também relatou que foi atingido por spray de pimenta mesmo após já estar rendido.
O advogado da vítima, Miguel Bonfim, informou que apresentou uma representação ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) pedindo a apuração da conduta dos policiais e a responsabilização dos envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades.
Polícia Militar apura atuação dos agentes
Em nota, a Polícia Militar informou que o Comando de Policiamento da Região do Médio Rio de Contas determinou a abertura imediata de um procedimento administrativo para analisar a atuação da equipe envolvida.
A corporação afirmou que irá verificar se a abordagem seguiu os protocolos operacionais, a legislação vigente e as normas internas da instituição. Caso sejam identificadas irregularidades, poderão ser adotadas medidas disciplinares, respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa.
A PM também reafirmou seu compromisso com a legalidade, os direitos fundamentais e a transparência na apuração de eventuais desvios de conduta.
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