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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026

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STJ desobriga audiência para mulher reafirmar acusações de violência

Na sessão, a farmacêutica Maria da Penha, que deu nome à lei que define violência contra a mulher como crime, foi homenageada e participou dos trabalhos por videoconferência.

STJ desobriga audiência para mulher reafirmar acusações de violência
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quarta-feira (8), que a mulher vítima de violência doméstica não precisa reiterar as acusações contra o agressor em uma audiência judicial. O caso foi julgado em função das comemorações do Dia Internacional de Mulher.

Os ministros analisaram a legalidade da audiência prevista no Artigo 16 da Lei Maria da Penha. A norma prevê a realização de uma audiência antes do recebimento da denúncia.

Notícias relacionadas:Série mostra onde mulher vítima de violência pode obter ajuda em SP.Lei Maria da Penha: condenados não poderão exercer cargo público em SP.Mais de 36 mil mulheres foram vítimas de violência psicológica no Rio.A dúvida estava na aplicação do dispositivo para reiteração das acusações perante o juiz ou somente no caso de pedido de retratação.

Ao julgar o caso, a Terceira Seção do STJ definiu que a audiência só deve ser realizada se a vítima manifestar o desejo de retirar as acusações. Além disso, os ministros definiram uma tese que deverá ser aplicada a todos os casos semelhantes que estão em tramitação na Justiça do país.

"A audiência prevista no Artigo 16 da Lei 11.340/2006 tem por objetivo confirmar a retratação, não a representação, e não pode ser designada de ofício pelo juiz. Sua realização somente é necessária caso haja manifestação do desejo da vítima de se retratar trazida aos autos antes do recebimento da denúncia", definiu o STJ.

Maria da Penha

A farmacêutica Maria da Penha, que inspirou a lei que define como crime a violência contra a mulher - Arquivo/Agência Brasil

Durante a sessão, a farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que deu nome à lei, foi homenageada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, presidente do colegiado. Ela participou dos trabalhos por videoconferência.

Na avaliação do ministro, a lei é a principal norma para punir a violência doméstica. "Essa violência não pode ser um problema só das mulheres. É um problema do poder público e da sociedade", afirmou. 

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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