Para entender sobre a questão é necessário ler alguns estudos e matérias para compreender o ponto de vista de cada pesquisador. Alguns portais irão apontar a causa ao aquecimento global e outros à locomoção da fauna.
De acordo com o portal DW, o aumento das temperaturas na Antártida na última década e - consequentemente - a redução da cobertura de gelo fizeram com que a vegetação nativa se espalhasse em algumas regiões do continente. Desde 2009, a disseminação da gramínea Deschampsia antarctica e da cariofilácia Colobanthus quitensis vem sendo maior do que na soma dos 50 anos anteriores.
No entanto, o artigo publicado no portal científico Current Biology apontou que esse período coincide com a redução de focas por lá. Essas focas seriam responsáveis por matar as plantas enquanto elas se preparavam para nascer e surgir no verão. Como não há mais essas "predadoras", a vegetação não é interrompida.
Muitos cientistas e pesquisadores temem que doenças e vírus congelados em geleiras se espalhem mundo afora através do descongelamento das mesmas. Essas doenças, a propósito, já seriam conhecidas pelos seres humanos, mas estariam há eras 'adormecidas'.
A preocupação é válida, afinal há registros de mortes e hospitalizados no Círculo Ártico em 2016. A razão foi atribuída à infecção por antraz.
Em tese, uma rena teria morrido infectada com antraz há cerca de 100 anos e sua carcaça havia sido congelada. Como a camada de gelo derreteu, o vírus foi 'despertado'.
Entretanto, esta é uma preocupação a longo-prazo. Embora os riscos sejam reais (de ressurgimento de doenças ou descongelamento de geleiras), crê-se que na Antártida a temperatura deva aumentar entre 5°C e 6°C.
A considerar esses fatores, as consequências por lá serão devastadoras, mas ainda há tempo de reverter a tendência, naturalmente combatendo o aquecimento global.
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